From the recording O Som de Sónia André

Um riff de guitarra muito simples e a letra do meu aluno de canto, Carlos Alberto Dias. Nasce assim a “Nada pra depois”. Depois de falar ao Carlos no conceito do álbum, diz-me – tenho uma letra que se encaixa neste conceito.
Quando li pensei, é o que tenho feito, não deixar nada pra depois. Até porque sempre tive pressa de viver tudo. A ideia de inspirar os ouvintes a viver tudo de todas as formas é importante para mim numa sociedade cada vez mais dormente e insatisfeita.

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A very simple guitar riff and the lyrics of my singing student, Carlos Alberto Dias. And that is how "Nada pra Depois" was born. After talking to Carlos about the concept of the album, he told me - I have a lyric that fits this concept.
When I read it, I thought, this is what I've been doing, leaving nothing for later. Not least because I've always been in a hurry to experience everything. The idea of inspiring the listener to experience everything in every way is important to me in an increasingly numb and dissatisfied society.
Letra – Carlos Alberto Dias
Música, Voz e Guitarra Elétrica – Sónia André
Produção e Performance Instrumental – Eduardo Moreira
Baixo Elétrico – Bruno Rodrigues
Guitarra Elétrica (solos) – Marcello Nolasco
Gravação, Mistura e Masterização João Sousa | Grawa Sound Studio

Lyrics

Nada pra Depois

Passeamos pelo mundo como um nicho do tempo
Passamos fronteiras a voar pelos sentidos
Fortalecemos jardins cobertos de chuvas noturnas
Passamos por um mar de estações
Cambaleámos em discussões

Corremos sem tempo, sem medos, sem pressa de chegar
Em baladas sentidas, vividas no peso dos lençóis
Levamos ao tempo aquilo que não deixámos pra depois

Verdades carecem das forças sábias do vento
E caem pela força dos faróis do tempo
Abrigados da chuva que nos acolhe os sentidos
O lago flutua na terra gerando rios

Corremos sem tempo, sem medos, sem pressa de chegar
Em baladas sentidas, vividas no peso dos lençóis
Levamos ao tempo aquilo que não deixámos pra depois

E nós, aqui, vivemos a vida sem deixar nada para depois.

Corremos sem tempo, sem medos, sem pressa de chegar
Em baladas sentidas, vividas no peso dos lençóis
Levamos ao tempo aquilo que não deixámos pra depois